França 1938

Pré Copa do Mundo

Depois de ter realizado a olimpíada de 1936 (em Berlim), a Alemanha queria receber a Copa do Mundo. A princípio, o único concorrente era a Argentina, que acreditava que, depois de um Mundial na Europa, o de 1934, seria novamente a vez da América do Sul. Contudo, o presidente da Fifa, o francês Jules Rimet, viu vantagens de a França sediar o Mundial junto com a grande exposição de arte moderna em 1937. Como Rimet era o idealizador da Copa, dirigentes de outros países ficaram meio constrangidos. Em Berlim, em 13 de agosto de 1936, dos 23 votos possíveis, a candidatura francesa obteve 19, contra 3 da Argentina e 1 da Alemanha (o dela mesma). Indignados, os argentinos abandonaram o congresso e ainda anunciaram um boicote á disputa.

A festa tinha tudo para ser impecável. Mas os líderes políticos da Europa resolveram não colaborar. Em 11 de março de 1938. a Áustria foi anexada pela Alemanha nazista, num processo chamado de ´´Anschluss`` e deixou de existir como nação independente. A federação germânica de futebol comunicou á Fifa que os jogadores austríacos seriam incorporados pela seleção alemã. A invasão piorou as já tensas relações diplomáticas no continente.


Cidades e estádios

Cidades-sede: Antibes, Bordeaux, Estrasburgo, Le Havre, Lille, Marselha, Colombes, Paris, Reims e Toulouse

Estádios: Fort Carré, Parc Lescure, Meinau, Cavée Verte, Victor Bocquey, Velodrome, Olympique Colombes, Parc des Princes, Auguste Delaune e Municipal.

Fort Carré
Fort Carré
Meinau
Meinau
Victor Bocquey* também conhecido como Stade Henri Jooris
Victor Bocquey* também conhecido como Stade Henri Jooris
Olympique Colombes* hoje se chama Stade Olympique Yves-du-Manoir
Olympique Colombes* hoje se chama Stade Olympique Yves-du-Manoir
Auguste Delaune
Auguste Delaune
Parc Lescure* hoje se chama Stade Chaban-Delmas
Parc Lescure* hoje se chama Stade Chaban-Delmas
Cavée Verte
Cavée Verte
Velodrome
Velodrome
Parc des Princes
Parc des Princes
Municipal
Municipal

Ausências e presenças

Ao total, 34 países se inscreveram para a Copa. Ao contrário do que havia ocorrido 4 anos antes com a Itália, a anfitriã França não precisou disputar as Eliminatórias, e essa tradição se mantém até hoje. A Itália, então campeã mundial, também ganhou esse privilégio.

Dos 34 inscritos, apenas 21 entraram efetivamente em campo. Na África, o Egito desistiu e a Palestina caiu ante a Grécia, que depois caiu ante a Hungria. Na América do Sul, só restou o Brasil, a Argentina cogitou voltar atrás na intenção do boicote, mas depois alegou solidariedade ao Uruguai e acabou desistindo de vez, o que gerou protestos em Buenos Aires. Entre as Américas Central e do Norte- onde estranhamente a Fifa incluiu a Colômbia- só restou Cuba. Na Ásia, o Japão desistiu e só restaram as Índias Ocidentais Holandesas (atual Indonésia).

Os participantes dessa Copa eram: Alemanha, Áustria*, Bélgica, Brasil, Cuba, França, Holanda, Hungria, Índias Ocidentais Holandeses (atual Indonésia), Itália, Noruega, Polônia, Romênia, Suécia, Suiça e Tchecoslováquia. O torneio de 1938 foi disputado nos mesmos moldes de 4 anos atrás (ou seja perdeu tá fora), sendo Alemanha e Itália considerados os favoritos.

* A Áustria estava incapacitada de competir por causa da Anschluss Austríaca em março de 1938


Oitavas de Final

Itália

2

5/6

Noruega

1

França

3

5/6

Bélgica

1

Brasil

6

5/6

Polônia

5

Tchecoslováquia

3

5/6

Holanda

0

Hungria

6

5/6

Índias Orientais Holandesas

0

Suíça

1
(4)

6/6
*9/6

Alemanha

1
(2)

Suécia


W/O


Áustria


Cuba

3
(2)

5/6
*9/6

Romênia

3
(1)

Quartas de Final


Itália

3

12/6

França

1

Brasil

1

(2)

12/6
*14/6

Tchecoslováquia

1

(1)

Hungria

2


12/6

Suíça

0

Suécia

8

12/6

Cuba

0

Semifinal


Itália

2

16/6

Brasil

1

Hungria

5

16/6

Suécia

1

Disputa do 3° lugar


Brasil

4

16/6

Suécia

2

A final da Copa

19/6,17h, Olympique Colombes

Itália

4

Hungria

2

Um jornal francês apostava que, se havia alguma equipe com chances de enfrentar a Itália na final da Copa, seria a Hungria. A previsão se confirmou. Mesmo assim, os italianos ainda eram os favoritos e mostraram rapidamente por quê. Aos 6 minutos de jogo, Colaussi emendou de primeira e fez 1 a 0. Os húngaros empataram 2 minutos depois com gol de Titkos, mas aos 16 minutos Piola fez 2 a 1, após extensa troca de passes no campo ofensivo. Vinte minutos depois, Colaussi fez mais 1, após entrar na área húngara com facilidade. No 2° tempo, a Itália diminuiu o ritmo e o húngaro Sarosi descontou aos 25 minutos. Mas Piola aumentou a vantagem para 4 a 2, a 8 minutos do fim. Quando o árbitro francês George Capdeville, apitou o fim do jogo, a torcida vaiou o time campeão, numa atitude jamais vista. As vaias aumentaram depois que o capitão da Itália Giuseppe Meaza, fez a saudação fascista ao receber o troféu das mãos do presidente da França, Albert Lebrun. Para a Itália não fez diferença. Os jogadores eram bicampeões e, principalmente, ficariam vivos- antes da Copa, eles haviam recebido um telegrama do ditador Benito Mussolini que dizia ´´vencer ou morrer``. E nisso tiveram até a complacência do adversário: depois do jogo, o goleiro húngaro Szabo dizia que não se importava de ter levado 4 gols, poisa sabia que tinha salvado vidas. De volta á Itália, nada de morrer: todos foram tratados e mimados com heróis.

Campeão: Itália

Jogo histórico:


Brasil

6

Polônia

5

Na Copa de 1938, a seleção brasileira teve que usar um segundo uniforme pela 1° vez em Copas. Como a equipe jogava de camisa branca assim como a Polônia, o comitê organizador realizou um sorteio e o Brasil perdeu. Só que na época, ninguém se preocupava em levar 2 kits de camisas de jogo. Os brasileiros tiveram que recorrer á camisa azul-clara de treino, sem distintivo no peito. O Brasil começou melhor, Perácio acertou uma bola no travessão e Leônidas abriu o placar aos 18 minutos. Só que, aos 23 minutos, Domingos da Guia cometeu o 1° pênalti contra a seleção em Copas- e foi indiscutível: ele agarrou Wodarz na área. Szerfke bateu e empatou. Ainda na etapa inicial, Romeu e Perácio marcaram mais um gol cada. Na etapa final, o estado do campo piorou com a chuva e isso ajudou o futebol-força polonês. Willimowski fez 2 gols e empatou a partida. Perácio anotou 4 a 3 e Willimowski igualou de novo, forçando a prorrogação. Nela, Leônidas fez 2 gols. Diz a lenda que, no primeiro deles, o atacante estava com o pé direito descalço, mas relatos da imprensa na época afirmam que Leônidas havia tirado a chuteira rasgada apenas instantes após ter marcado o gol. No fim, Willimowski ainda marcou o 5° gol polonês. O placar de 6 a 5 entrou para a história como a 1° com mais de 10 gols em mundiais. Foi a 1° vez que o Brasil disputou uma prorrogação em Copas do Mundo.

Curiosidades:


Artilheiro

O Brasileiro Leônidas da Silva, com 7 gols em 4 gols

Craque

O italiano Piola, com 5 gols em 4 jogos

Bola

Superball

© 2021 História das copas©Todos os direitos reservados
Desenvolvido por Webnode
Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora